É carnaval! “A Revista da Semana durou de 1900 a 1959 – quase seis décadas! Sua linguagem gráfica foi variando ao sabor dos tempos, ora adotando um padrão fixo, ora mudando de edição para edição. Nestes dois números, o título participa ativamente da cena; é especialmente saborosa a solução da serpentina que desenha as letras, passa pelas mãos do Arlequim e continua a brincar ao redor dos personagens.” Chico Homem de Melo em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, pg 136.
Capa da revista Bravo! [n. 3], de 1997. Criada por Noris Lima, com ilustração de Rico Lins.
“Noris Lima, um dos destaques do design de revistas da década [de 1990], opta por um projeto movimentado, que seja estimulante e ao mesmo tempo indique um olhar culturalmente educado” Chico Homem de Melo em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, pgs. 678 e 679.
Em destaque, Clarice Lispector. Conheça mais sobre a escritora na biografia Clarice,, de Benjamin Moser.
Capa do tabloide Raposa, n. 8, 1978. Criação de Oswaldo Miranda, o Miran.
“Miran é o designer brasileiro com maior reconhecimento internacional, atestado por uma extensa fieira de prêmios expressivos e por reproduções de seu trabalho em publicações de circulação mundial. (…) Na segunda metade da década de 1970, Miran torna-se responsável pelo Jornal de Humor, uma seção semanal, dentro do Diário do Paraná; mais tarde, o JH se transforma no tabloide Raposa. Essas foram as principais plataformas de lançamento de seu trabalho. Contando com a colaboração de redatores que eram parceiros de fato, as páginas criadas por Miran são antológicas.” Chico Homem de Melo em em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, pgs. 511 e 513.
“Bea Feitler estava na época no auge de sua carreira nos Estados Unidos. Assinar o ‘planejamento visual’ daquele que é uma espécie de livro oficial dos Beatles é um atestado de seu prestígio – creditado logo abaixo do título, aliás. Bea era designer da Harper’s Bazaar, e o livro de fato respira ares de revista. Na capa, o retrato de Paul McCartney feito por Andy Warhol ocupa todo o campo, atravessado pela faixa que contém o título. A inclinação da faixa dinamiza ainda mais o movimento sugerido pelo plano magenta que simula o efeito de papel recortado.” Chico Homem de Melo em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, pgs. 572 e 573. Esta capa de livro é de 1982. 23 x 30,5 cm.
Vale lembrar que os Beatles são tema de duas outras publicações da Cosac Naify: Um dia na vida dos Beatles e The Beatles - A história por trás de todas as canções.
“As edições de Para Todos… feitas por J. Carlos tem um lugar reservado no patamar mais alto do design brasileiro”. Chico Homem de Melo em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, pgs. 140 e 142. Esta capa de revista é de 1927. 23,5 x 32,3 cm.
“A capa de Calabar: o elogio da traição foi proibida pela censura, assim como o título da canção. A criação da artista Regina Valter fala de insurgência e clandestinidade; além disso, coloca a onda de grafite urbano que surgia na época como uma estratégia legítima de discurso visual. O disco acabou sendo lançado com uma capa inteira branca; a original sairia somente na década seguinte”. Chico Homem de Melo em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, pgs. 444 e 445. Esta capa de disco é de 1973. 31 x 31 cm. (Fotografia: Gianfranco)
Revista Sports - São Paulo, ano 2, numero 12, junho de 1921. Elaine Ramos e Chico Homem de Melo, organizadores do livro Linha do tempo do design gráfico no Brasil, comentaram sobre esta e outras imagens no programa Metrópolis, da TV Cultura. Confira.
Na revista Bravo! de fevereiro, a seção “Ensaio visual” apresenta o lançamento Linha do tempo do design gráfico no Brasil, da Cosac Naify. A reportagem desta oito cartazes presentes no livro, entre eles “Os fuzis” (70 x 103 cm), de Ziraldo, criado em 1963.